TAL PAI, TAL FILHO

Faz algum tempo, durante uma sessão de surf, com sol nascendo, a água parecendo um espelho pela ausência de vento, ondas de bom tamanho e boa formação, nenhum crowd e uma alegria imensa de estar ali, me ocorreu um fio de pensamento “será que Deus aprova que eu use o tempo para surfar?” Como atuo como líder de comunidade, essa pergunta logo se tornou tentação “não deveria estar ocupado em servir a comunidade (mesmo em dia de folga)?” As ondas e a paisagem permaneceram as mesmas, mas o sentimento ficou bem outro…

Permaneci ocupado com este questionamento e perguntei a Deus se ele aprovava ou não o tempo usado no surf. Veio-me, então, a lembrança de dias em que passei no mar ensinando aos meus filhos a surfar. Eles ainda não pegavam onda sozinhos, então eu os colocava na onda e ficava olhando deslizarem até a beirada. Eles voltavam com um imenso sorriso no rosto e com a alegria saltando pelos olhos.

Nestes dias, eu não pegava uma onda sequer, mas saia do mar com uma alegria imensa, indescritível. Minha filha e meu filho tinham surfado algumas boas ondinhas e estavam felizes! Como isso agradava o meu coração.

Entendi essa lembrança como uma resposta de Deus ao meu questionamento. Se eu, sendo um pai imperfeito, me alegrava imensamente pelo fato de meus filhos experimentarem a alegria de surfar, quanto mais Ele, o Pai perfeito, deveria se alegrar com a minha alegria de surfar? As ondas e a paisagem ficaram ainda mais lindas do que antes. E meu coração se encheu de alegria de surfar e, muito mais, do amor de Deus.

Aquele pensamento de que Deus se alegra com a nossa alegria saudável e genuína, resolveu meu “grilo” com o surf nos dias de folga e mais, me levou a pensar em como Deus deve se alegrar quando a nossa vida corresponde aos seus planos; à sua vontade; aos seus propósitos.

No início de seu ministério público, Jesus Cristo foi batizado por João Batista. Naquela ocasião, os céus se abriram, o Espírito Santo desceu sobre Jesus e ele ouviu a voz do Pai que lhe disse “Este é meu Filho querido, que me dá muita alegria” (Mateus_3.17). Jesus Cristo sabia ser o Filho de Deus e cria nisto que o Pai lhe disse, e, nesta confiança, viveu uma vida de obediência ao Pai, fazendo sempre a Sua vontade.

A Palavra de Deus anuncia que pela fé em Jesus Cristo, somos feitos filhos e filhas de Deus. Assim, podemos crer que a palavra de Deus dirigida a Jesus no seu batismo, é palavra dirigida também a nós.

Essa palavra, “este é meu filho querido, que me dá muita alegria”, quer ser força para a fé e impulso para uma vida de obediência a Deus. Uma obediência que não é motivada por uma tentativa de comprar o favor de Deus – a salvação e as suas bênçãos – mas que é vivida simplesmente para agradar ao coração do Pai.

Você já se deu conta do privilégio que Deus nos deu? Pela fé em Jesus Cristo, somos seus filhos e suas filhas, em quem Deus tem alegria. Você e eu somos motivo de alegria para o Deus todo-poderoso, criador de céus e terra!

Ore para que Deus ajude você a confiar que, pela sua graça, recebida pela fé em Jesus Cristo, Ele fez de você um filho querido Seu ou uma filha querida Sua. E ore para que Deus ajude você a viver no centro da Sua vontade. Assim, você terá vida verdadeira, beneficiará as pessoas ao seu redor e será motivo de alegria ao coração do Pai.

 

Por: Marcelo Jung

 

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