“Stand By”

 

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Após o recomeço, este foi, durante alguns dias, o status da terceira etapa do circuito mundial de surf, o Drug Aware Margareth River Pro, na Austrália.

Conforme a tradução da expressão, “stand by”, foram dias de “espera”. Espera por condições de mar que permitisse a continuação do evento.

O que fizeram os atletas durante os dias de espera? Apesar da palavra “espera” dar uma ideia de passividade, a espera de muitos atletas foi ativa.

Alguns cuidaram de lesões com fisioterapia, outros investiram em preparo físico, outros no preparo psicológico, etc… Durante a transmissão do evento, ouvi o comentário de que Carissa Moore, em cada dia de espera, já de madrugada chegava em Main Break e treinava não importando as condições.

Em mar ruim, com vento, com chuva, em qualquer condição… e por quê? Porque ela e alguns outros atletas estavam em “espera”. Não sabiam o momento em que o evento recomeçaria, mas sabiam e tinha certeza de que recomeçaria. Não sabiam o dia nem a hora, mas sabiam e tinham certeza de que seriam chamados para disputar suas baterias.

O foco na competição e no desejo de vencer, que era aquilo que eles esperavam, determinou e marcou sua maneira de esperar, aquilo que fizeram. Esta espera e o jeito de os atletas esperar, nos faz pensar na espera que temos como cristãos e na maneira como esperamos. O que, como cristãos, esperamos? Esperamos a volta de Jesus Cristo!

Esperamos, na volta do Senhor Jesus, o dia da nossa redenção total e final! Esperamos a vida eterna junto de Deus! Esperamos a vinda do Seu Reino, onde Deus mesmo enxugará de nossos olhos toda lágrima e não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro nem dor. Mas como esperamos? Ou, como deveríamos esperar? Como algo parecido com o que os atletas fizeram no Drug Aware. Com uma espera ativa.

1. Uma espera ativa com o cultivo da lembrança e da consciência de que Jesus pode voltar a qualquer momento. Ele mesmo alertou: Fiquem vigiando, pois vocês não sabem em que dia vai chegar o seu Senhor.

Lembrem disso: se o dono da casa soubesse quando ia chegar o ladrão, ficaria vigiando e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Por isso vocês também fiquem vigiando, pois o Filho do Homem chegará na hora em que vocês não estiverem esperando (Mateus 24.42-44).

Não sabemos quando Jesus voltará, mas sabemos que ele voltará; não sabemos o dia nem a hora, mas sabemos que o Senhor vem. Quando esquecemos essa promessa, colocamos nosso foco em outros alvos e facilmente nos desviamos do propósito de Deus conosco. Passamos a viver como se a única vida é a que temos agora.

2. Uma espera ativa com o envolvimento ativo nos “negócios” do Senhor. Nas duas parábolas sobre a segunda vinda de Jesus, em Mateus 24.45-51 (o empregado fiel e o empregado infiel) e em Mateus 25.14-30 (os três empregados), a mensagem principal é que quando o Senhor se ausenta, seus servos se ocupam com o serviço do Senhor, se ocupam em realizar a obra do Senhor, em Seu nome (na administração da casa e na administração dos talentos).

Sabemos que Jesus voltará, não sabemos quando… mas até lá, enquanto ele não vem, sabemos que nos cabe a nobre tarefa de continuar a sua obra de salvação: anunciando o Evangelho, convidando à fé, dando testemunho em palavras e em modo de vida, edificando a sua igreja com os dons que Deus nos concedeu, fortalecendo uns aos outros na esperança, amando uns aos outros como Cristo nos amou.

Quem esquece que o Senhor voltará, se ocupará com os “seus próprios negócios” e estará investindo a sua vida naquilo que não pode der vida eterna, nem para si nem para os outros.

3. Uma espera ativa com paciência nos sofrimentos e tribulações por causa de Cristo. Em Romanos 8.18 o apóstolo Paulo afirma eu penso que o que sofremos durante a nossa vida não pode ser comparado, de modo nenhum, com a glória que nos será revelada no futuro. Paulo não estava se referindo a qualquer pessoa, mas se referia aos cristãos. Também não falava de qualquer sofrimento, mas dos sofrimentos, privações e perseguições que podem atribular a vida dos cristãos por causa do compromisso com Cristo. E Paulo não falava de qualquer glória, mas daquela que será concedida por Jesus Cristo, que consolará e confortará pela eternidade.

A vida do cristão é sujeita, sim, a privações, ao sofrimento e as tribulações, assim como foi com o próprio Jesus. Mas, por causa da fidelidade de Deus, é possível suportar com paciência e esperança as dificuldades da vida cristã – elas não serão a última realidade de nossa vida.

Quem não espera por essa glória na eternidade, buscará glória aqui na terra e, certamente, se perderá e desviará a muitos. Se você está lendo este devocional é porque ainda estamos em “stand by”.

Pode ser até que já estamos em “hold on”, não sabemos. Mas sabemos que virá, com certeza, o status de “it´s on”.

Que o Senhor nos ajude a perseverar na esperança de sua vinda e que esta esperança determine nossa maneira de viver. Esperemos ativamente: a cada dia e todo dia, em serviço pelo Senhor, suportando as dificuldades – decorrentes da fidelidade a Jesus – em esperança.

Não percamos o foco. Ou como Jesus mesmo, falando do final dos tempos, nos anima: fiquem firmes e de cabeça erguida, pois logo, vocês serão salvos. (Lucas_21.28).

 

Por: Marcelo Jung

 

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