O SuperSurf está de volta

Há 15 anos, na praia de Maresias (SP), surgia aquele que seria o campeonato mais querido entre os surfistas brasileiros. O SuperSurf, que começou em 2000, permaneceu por nove anos definindo o campeão brasileiro de surfe em um circuito pelas principais praias do Brasil, revelando e inspirando talentos do surfe nacional. Em 2010 e 2011 mudou de nome mas seguiu sendo a principal competição nacional, até que por falta de patrocinadores, deixou o país órfão pelos três anos seguintes.

 

A partir do ano que vem, a intenção é diminuir o número de atletas, com apenas os 44 primeiros colocados do ranking de 2015 competindo em cada etapa.

Os brasileiros que disputam o WCT não podem competir em eventos nacionais, por conta de uma exigência da World Surf League. Portanto, não teremos Gabriel Medina, Adriano de Souza e Filipe Toledo nas etapas do SuperSurf, mas nomes fortes do surfe brasileiro como Heitor Alves, Paulo Moura, Léo Neves, Raoni Monteiro e até mesmo o veterano Victor Ribas garantiram presença no campeonato de Maresias.

 

Nesta quarta-feira, dia 15 de julho, o SuperSurf volta com 160 surfistas de 13 estados diferentes disputando a primeira etapa na praia de Maresias (SP). A competição seguirá até domingo, dia 19 de julho, e envolverá sonhos de atletas mais novos misturados com a experiência de surfistas consagrados. Porém, a previsão indica que as ondas devem aparecer apenas quinta-feira.

— Ver o SuperSurf voltar é um sentimento de conquista, de vitória. Foram três anos complicados sem patrocínios fortes e sem um circuito nacional. Mas a vitória do Medina e o sucesso do Mundial no Rio neste ano, foram os pontos que faltavam para as empresas e marcas associarem e agregarem valor junto ao surfe — avalia Pedro Falcão, diretor executivo da Associação Brasileira de Surf Profissional (Abrasp).

Entre os surfistas que viveram esse momento do surfe nacional está o catarinense Marco Polo Soares, que venceu três etapas do SuperSurf, uma em cada ano entre 2007 e 2009. O surfista radicado em Florianópolis lembra que o campeonato nacional era o principal meio de ganhar destaque e poder sonhar com as etapas do circuito mundial.

— O SuperSurf foi muito importante. Era o caminho para correr o Mundial. A gente se preparava para a disputa, que tinha o mesmo formato de bateria do Circuito Mundial, e como tinha boa repercussão de mídia, rendia bons resultados financeiros e de patrocinadores. Com isso era o principal degrau antes de ir para o Mundial — Soares.

 

Depois de Maresias, outras três etapas irão fechar o campeonato:
2ª etapa — 12 a 16 de agosto – Praia Grande, em Ubatuba, São Paulo

3ª etapa — 09 a 13 de setembro – Joaquina, em Florianópolis, Santa Catarina
4ª etapa — 7 a 11 de outubro – Praia de Itaúna, em Saquarema, Rio de Janeiro

 

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