COLHERÁ O QUE SEMEAR

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Fabio Gouveia foi, para muitos e para mim, o mais influente surfista brasileiro da minha geração. Sua vitória no Mundial Amador de 1988, sua entrada no circuito mundial, seu desempenho incrível nos primeiros anos em que ficou conhecido (junto com o Teco Padaratz) como “papa-trails”, sua longevidade entre os (antigos) top 16, seu estilo de poucos e precisos movimentos, muita potência e plasticidade… apesar de ficar muito a desejar, minhas referências de estilo de surf sempre foram Fabinho e Tom Currem.

Neste mês, tendo recebido uma revista de surf que assino, tive a grata surpresa de encontrar em Fabinho mais uma referência, e desta vez, para a vida. Cito a chamada para a matéria sobre ele: “Numa época em que festas e baladas eram mais atrativas do que a qualidade das ondas, Fabinho ia na contramão e construiu com muito amor uma forte base familiar”.

Na matéria da revista (e quem conhece os Gouveia mais de perto) percebe-se uma família que colheu e colhe bons frutos de relacionamentos saudáveis, verdadeiros e fieis que fazem a vida ser mais vida. Bons frutos que são resultados das boas sementes plantadas no passado.

A vida é feita de escolhas e a frase sobre Fabinho, citada acima, revelam que ele escolheu lançar boas sementes para o futuro ao invés de apenas aproveitar os momentos que vivia. Isso torna-se uma referência importante e necessária para nossos dias.

Hoje, há uma ideia sobre a vida que é atraente, mas muito enganosa: a ideia de que as pessoas devem curtir ao máximo e ao excesso todos os momentos, como se não houvesse um amanhã, como se cada escolha e atitude não viessem acompanhadas de consequências.

É facilmente observável que nesse curtir ao máximo e ao excesso os momentos muita gente tem feito escolhas sem levar em conta que as escolhas são como sementes que, inevitavelmente, trarão seus frutos. Por exemplo: uso e abuso de substâncias que viciam, destroem a saúde, os relacionamentos e a vida; uso de pessoas como se fossem objeto de prazer e diversão, sem compromissos e respeito; desprezo pelo estudo, pela disciplina, pelo o que é bom e correto, pela vontade de Deus…E é facilmente observável que muita gente que lança sementes ruins por meio de suas escolhas, espera colher bons frutos.

Na Carta aos Gálatas, há uma palavra muito sábia a esse respeito: Não se enganem: ninguém zomba de Deus. O que uma pessoa plantar, é isso mesmo que colherá. Se plantar no terreno da sua natureza humana, desse terreno colherá a morte. Porém, se plantar no terreno do Espírito de Deus, desse terreno colherá a vida eterna. (Gálatas 6.6-8).

Na linguagem bíblica, o terreno da natureza humana diz respeito a tudo ao que procede do coração humano afastado de Deus e rebelde contra sua vontade. Plantar nesse terreno só produz a imoralidade sexual, a impureza, as ações indecentes, a adoração de ídolos, as feitiçarias, as inimizades, as brigas, as ciumeiras, os acessos de raiva, a ambição egoísta, a desunião, as divisões, as invejas, as bebedeiras,as farras e outras coisas parecidas   (Gálatas 5.19-21). E o terreno do Espírito de Deus diz respeito ao que Deus faz na vida de quem, por meio de Jesus Cristo, é reconciliado com Deus e passa a viver de acordo com Sua vontade. O fruto do Espírito de Deus é o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, a humildade e o domínio próprio (Gálatas 5.22-23).

O ensinamento é bem simples: Na vida há dois tipos de sementes, as que produzem morte e as que produzem vida. Cada decisão na vida é como uma semente que produzirá frutos que, inevitavelmente, serão colhidos no futuro.

Que tipo de semente você tem plantado?

Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos (Provérbios 23.26).

 

Por: Marcelo Jung

 

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