A história das ondas

Basta encontrar gente do “mundo do surf”, surfistas ou simpatizantes, que a conversa desemboca em um assunto especial: ondas.

E cada um, conta dos seus dias de mar perfeito, de manobras bem executadas, de ondas difíceis e perigosas, de vacas inesquecíveis, da onda que quase pegou… e o que une todos as diferentes histórias é que são contadas como se o contador estivesse vivendo sua experiência naquele momento em que está contando.

Gestos, sons, expressões faciais, movimentos, descrições detalhadas… e parece que há um desejo e um empenho em passar para quem está ouvindo a mesma sensação, o mesmo sentimento, a mesma experiência. Não é assim?

Acredito que todo surfista já fez algo parecido. Já quis, de alguma forma, compartilhar a sua experiência de um jeito que os outros pudessem viver e experimentar um pouquinho aquilo que ele mesmo viveu. E quantos se interessaram em começar a surfar depois de uma história de surf bem contada?

Algo parecido com isso estava nos planos de Jesus quando prometeu que enviaria o seu Espírito Santo aos seus discípulos para que eles fossem suas testemunhas. Claro que o assunto a ser contado adiante não era a experiência das ondas que muitos deles “pegaram” no mar da Galileia. O assunto era a salvação eterna que Jesus Cristo conquistou em sua morte de cruz e sua ressurreição e que Ele a estava oferecendo para todas as pessoas do mundo. O assunto era o amor salvador de Deus.

Amor resgatador do pecado e da perdição. A amor que reconciliou as pessoas com Deus por meio de Jesus. Amor que havia atingido a vida dos discípulos de Jesus e que agora deveria ser anunciado a todo mundo com o convite de que as pessoas recebessem pessoalmente esse amor e se voltassem para Deus.

Quando Jesus prometeu que enviaria seu Espírito Santo para que os discípulos ganhassem a capacidade de ser testemunhas, a palavra (na língua original em que o Novo Testamento foi escrito – o grego), que Ele usou para “testemunhas” tem o sentido de dar informações sobre um acontecimento a respeito do qual quem fala ou conta tem um conhecimento direto; o sentido de falar bem de algo ou alguém com base na experiência pessoal com esse algo ou alguém.

Quer dizer, os discípulos deveriam contar para os outros aquilo que experimentaram pessoalmente com Jesus; aquilo que aprenderam por estar junto de Jesus; aquilo que receberam pessoalmente de Jesus.

Quem bom que o testemunho dos discípulos a respeito de Jesus chegou até nós.E que por meio dele podemos crer em Jesus Cristo como nosso Salvador e Senhor. Mas vejo que esse assunto nos desafia em duas direções:

1) Buscar cada vez mais a proximidade com Jesus Cristo. Buscar conhecê-lo cada vez mais na sua Palavra, a Bíblia. Buscar cada vez mais intimidade com Ele pela oração e pela comunhão com irmãos e irmãs. Buscar viver cada dia e todo dia na sua presença e na certeza que Ele está conosco e guia nossos passos. Buscar experimentar cada vez mais e de modo mais profundo o seu amor, reconhecendo e confessando nossos pecados.

2) E continuar a contar para os outros do Seu amor. Contar como Jesus atingiu a nossa vida e transformou o nosso ser. Contar como Ele trouxe paz, esperança e novo rumo para viver a vida de modo pleno… e tudo isso com vontade e empenho de que as pessoas que nos ouvem, queriam experimentar um pouquinho daquilo que a gente mesmo experimentou com Jesus Cristo.

Quantas pessoas já buscaram a Jesus por aquilo que contamos dele? Quantas ainda o podem buscar?

Continuemos contando histórias das ondas e tal… mas não deixemos de contar o que Jesus Cristo fez por nós e o que Ele quer dar para todas as pessoas. Também para nós, os cristãos de hoje, o Senhor Jesus deu o seu Espírito Santo, para crermos e para sermos suas testemunhas.

 

Por: Marcelo Jung

 

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